segunda-feira, 27 de junho de 2011

sem título

há no mundo um mundo
medra imerso em medo
agora
que voltei da volta ao mundo
minto
revolto ensombrado durmo
bruma adentro
de meias

entretanto movimento a mente estaca
entre
tempo entrante de mor
sorte ânsia & espanto
enfim um mar
a que sempre (diminuto)
volto

porque não vento nem chovo
de fato
nunca imerso impenso
desperto
o amor que o tempo des
dobra

dou de ombros consulto
oráculos
de fora a fora finjo
fujo da obra inverso
semi névoo sem tamanho nem
tento

mas sigo ainda sendo
cego
ovas mortas escutando
junto
ao muro olhos de pano
apostos atento a
mirarte

pois que um mundo tão
sem vôo
vou em frente enfrento
ar
onde ondas ondeiam e o mar sempre
volta

2 comentários:

Nina Pilar disse...

no limiar da vida, medos, desejos de voltar.

um texto repleto de interrogações.

perguntamos tanto, às vezes é melhor deixar-se ir, e encontrar as respostas pelo caminho.

beijinhos querida, um belo final dia pra ti

Ligéia disse...

Gosto muito de aliterações. Gostei da tua poesia.
Já estou por aqui.